terça-feira, 23 de julho de 2013

Jorge Cooper

Poema trigésimo-quarto


A solidão em que a morte
deixa o morto
É maior que a solidão da lua
Minha solidão soma 
a solidão do morto
e a solidão da lua
- Sou mais só
que um louco.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Uma vez compreendida a coisa, sejamos simples nas palavras.




O papel está em branco aguardando avidamente suas impressões,
 não são necessários rebuscamentos para expressar o que é simples,
 basta está encharcado com sangue.
 A carne é a fonte de todos os pensamentos dignos de manchar o papel,
o resto é falácia romântica,
belas palavras servem apenas para fascinar corações transbordantes de idealizações.
 O poeta tem sua gênese quando surge entre os escombros, que outrora foi o edifício de sua vida.
  E no seu desenvolvimento a mesma dor que dilacera seu peito lhe inspira a imprimir o inefável.

 Adelfo

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Um buraco de bala.


Um brinde!



  1.          
      A todos aqueles que não têm nenhuma classe
      aos que já não se importam mais com os rótulos
      nem com categorias ou qualquer outra forma de
      enquadrar
      classificar
      castrar
      limitar.
      A todos aqueles que se deixaram infectar pela dúvida a ponto de não crer mais em nada
      aqueles cuja única convicção é a morte.
      Um brinde!

 Adelfo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

MERDA


PEIDO NO VENTO
PEIDO AO RELENTO
PEIDO REBENTO
INTESTINO VIOLENTO
###
PEIDO  CHUVISCO
PEIDO  MOLHADO
PEIDO  BORRADO
TODO  CAGADO
 ###
MERDA DE VIDA
VIDA DE MERDA
LEVANTO A CABEÇA
ACABOU O PAPEL