quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hedonismo (Aliba)

Faça tudo o que você quiser fazer
Beba tudo aquilo que você aguentar
Não se importe nunca com o que os outros vão dizer
Para não se arrepender beba o que quiser beber
Vá de encontro a“certos conceitos morais”
Na vida só importa o que você faz
Junte a sua galera e vá a um cabaré
Lá estaásempre cheio de mulher
Preste atenção no que eu vou dizer
Já estou bebum mas tem muita cerveja pra beber
Eu sei o que eu faço e bebo até cair e mesmo assim não faço bobagem por aí
Tem que ser macho pra pode beber pois o álcool não tem culpa
Do que você vai fazer
Faça o que quiser fazer
Beba o que quiser beber
Fume o que quiser fumar
Diga o que quiser dizer
Mas assuma o que vai fazer

Cunha ,Felipe e Gustavo 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inadaptável

Não me enquadro em padrões sociais
Não há lugar comum para mim no mundo
Nunca serei ninguém normal,
Não do tipo com emprego, casa, TV a cabo, família...
Não leio nada
Não escrevo nada
Não faço música
Não dou risada quando estou sozinho em casa
Não tenho namoradas
Apenas amores abortados
E fantasmas...
Choro em dramas de 5ª
E quando ouço “longe do meu lado”
Gosto de Beatles, mas perdi os meus CDs
Detesto 12 de Junho
Não me enquadro em padrões sociais
Não sou artista
Sou Fulano, sou Sicrano, sou Ninguém
Morto-vivo interiorano
Eis-me...

 Alexandre Cavalcante

domingo, 5 de junho de 2011

querida

a bebida é a massagem da alma
não adianta dizerem o contrário
sempre foi

não há como negar os inúmeros benefícios trazidos por um copo de cerveja
ou de vinho

o mundo e a maravilhosa sociedade apenas ferram o indivíduo
e começam cedo
não há melhor lugar pra isso que a escola
é lá onde você começa a ser castrado aos poucos sem perceber
e em vários casos ainda paga por isso


a bebida apenas serve ao seu espírito
consola, aplaude, discute e conta piadas
lhe tira de circulação de um lugar onde a maioria não se importa
ela te salva

salva a sua mente, seu coração, sua sanidade
embora, às vezes, acabe com o seu corpo.




sábado, 28 de maio de 2011

Em meio a tantos gênios

apenas mais um zero à esquerda
em um mundo onde tudo e todos têm uma função.
alguns podem achar frustrante não ser nada para os outros,
não ser nada para si também importa.
as moscas que vêm chegando não trazem nenhum bem,

e realmente não há nada a ser feito...
alguém saberia como ser diferente?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Apelo (Música)

Eu quero fazer uma boa ação.
Pra apagar o mal que está guardado no meu coração.
As dores e as frustrações que eu fiz você passar em vão.

Os sonhos se despedaçaram, apenas na ilusão.
De saciar o meu ódio, minha luxúria e minha ambição.
A homem nenhum me ajoelho e nem peço perdão.

Somente a Deus baixo minha cabeça.
E rezo por salvação.
Mesmo sabendo não merecer a sua compaixão.

El Cunha

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Presente de pai (Música)

Aos onze anos, meu pai me levou ali.
Ele me disse: Filho, este é o começo do fim!
Deixe pra trás a sua inocência, daqui pra frente tudo vai mudar.
Você vai conhecer o lado bom da vida e a tendência é de viciar.

Eu ouvi seus conselhos e entrei naquele bar.
Luz vermelha no fundo, eu sempre irei me lembrar.
Apareceu uma garota e veio em minha direção.
Meu pai sorrindo disse: Vai com fé meu filho, você está em boas mãos.

Levou-me pro quarto pediu-me pra relaxar.
Mas era quase impossível, sem roupa ela estava a ficar.
Eu me joguei em cima dela.
Como foi boa aquela sensação, dois corpos entrelaçados no calor da emoção

Cinco minutos mais tarde eu estava muito feliz
Minhas pernas dormentes, eu não queria sair
Mas a garota me falou: o seu tempo acabou benzinho
Se quiser pedir para o seu pai para pagar um pouco mais.

VOU ADOTAR VOCÉ

EL CUNHA

sexta-feira, 22 de abril de 2011

João Ninguém, morador da Medeiros Neto, comeu do Peixe que alimenta as sagradas famílias cristãs, bebeu do vinho santo, sangue divino de Cristo e se enfartou, crente no milagre da multiplicação. Depois deitou-se em seu colchão de concreto, olhou no céu, agradeceu aquela nobre refeição e dormiu satisfeito, feliz por mais uma Sexta-Feira da Paixão...

Alexandre Indius